quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Pais e filhos, Pt. 1: John Lennon

Filhos se parecem com seus pais. Ok.

Mas a semelhança entre John, Paul, George e Ringo e seus respectivos filhos sempre foi algo um tanto quanto assustador pra mim. Hoje, li a notícia de que James, filho de Paul McCartney está saindo em turnê. Assim, fui inspirada a postar aqui fotos dos pequenos rebentos – hoje, alguns deles, bem sucedidos pais de família.

Ao começar a escrever percebi que a coisa poderia se transformar num mega post. Por questões de tempo, tamanho máximo aceitável em um blog e também uma leve joga de marketing, dividi os posts para um por Beatle. Então, aos trabalhos!

A ordem natural das coisas seria começar pelo Paul. Não só por ele ser meu Beatle favorito - falarei sobre isso ainda - mas por ter a filha mais bem sucedida de todos. E se você não sabe quem ela é, com certeza é menino.

Mas como terminei de escrever sobre os filhos de John antes, começamos por eles...

John teve dois filhos, um com Cynthia Lennon, e o outro com Yoko (argh) Ono. John Charles Julian Lennon, conhecido apenas como Julian Lennon, nasceu em abril 1963, no mês seguinte ao lançamento do primeiro disco da banda, Please Please Me. Seu padrinho é o famoso empresário da banda Brian Epstein, que deu todo o apoio financeiro ao casal para começar a vida.

O casamento confuso de Lennon e Cynthia, as turnês insanas que os Beatles fizeram no começo da carreira e finalmente a entrada de Yoko Ono na vida deles fez de Julian uma criança com um pai ausente. Logo após John ter saído de casa para morar com Yoko, Paul escreveu a música Hey Jude inspirada no garoto. A melodia surgiu em um dia que Paul estava dirigindo, a caminho de uma visita para Julian e Cynthia.

Julian é músico e tem quatro discos lançados. Veja abaixo uma apresentação dele no programa Late Show with David Letterman:

 

Sean Taro Lennon (@seanonolennon) nasceu em 1975. Mesmo com os olhos puxados de um filho de inglês com uma japonesa, Sean tem grande semelhança com o pai também. Sean é músico também e fez parte da banda Cibo Matto, gravando dois CDs e em sua carreira solo gravou três CDs. O filho de Yoko e Lennon passou pelo Brasil, tenho certeza disso, lembro que o Edgard, na época na MTV entrevistou ele, mas não lembro quando foi... Se alguém souber, agradeço. =)

Além da carreira como músico, Sean atuou em alguns filmes, escreveu, produziu e atualmente trabalha como produtor musical nos Estados Unidos. O único trabalho de produção dele que eu conheço é o segundo cd do Soulfly de Max Cavalera, Primitive (2000). Mas recentemente, Sean remontou o Plastic Ono Band, sob a supervisão de sua mãe, gravando o cd Between my Head and The Sky.

Abaixo, uma foto de Julian e Sean juntos:


=)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

TURNER, Steve. The Beatles: Por trás de todas as canções.


Então, antes de começar, vamos a uma explicação: nada de especialista nem beatlemaníaca. Apenas uma fã que quer dividir as coisas que vai descobrindo pelo caminho. :)

E como primeiro post, aí vai minha opinião sobre o último livro lido...


TURNER, Steve. The Beatles: Por trás de todas as canções. São Paulo: Cosac Naify, 2009. Trad. Alyne Azuma.


Pra começo de história, aquele comentário na contracapa do livro que supostamente te encoraja a comprá-lo é feito pelo Bono. Sim, o Bono do U2. E é um comentário pra lá de embasado, do tipo: “Sou um grande fã desse livro de Steve Turner. É um trabalho de muita inspiração”. Ó, puxa. Será que alguém leu isso mesmo e pensou “ah, se o Bono acha, então deve ser bom mesmo!”?

Enfim, comecei minha desconfiança ali. Para azar de Turner o meu livro anterior lido é a super bíblia do Bob Spitz, portanto, cada palavra do autor foi levada com desconfiança e com a sensação de que Spitz é muito melhor. Esbarramos aí na questão da tradução, claro. Mas uma simples tradução do inglês pro português não é nada difícil, nada que deva atrapalhar, então desconsidero isso na análise.

Minha primeira crítica surgiu na hora de folhear o livro. Alguém me perguntou sobre a famosa foto do Abbey Road e a lenda da morte do Paul, e comecei a explicar. Aí fui direto no livro, que levei comigo para as viagens de fim de ano, para mostrar a foto e... ela não estava lá. Um livro, dos Beatles, publicado sem a foto mais famosa deles. Ok. Mas ela não estava lá porque o livro é inteiro ilustrado com fotos (muito legais, verdade seja dita) que não tem absolutamente nada a ver com os comentários. A introdução de cada disco que o autor faz, por exemplo, não tem a capa do respectivo álbum, ou nem mesmo reprodução das capas dos singles. Isso eu considerei um erro crucial, pois creio que a maioria das pessoas gostaria de ter acesso ali no livro a essas fotos (por mais conhecidas que sejam).

No geral, a escrita do cara me irritou um pouco. São muitos “achismos” ao longo do texto. “Penso que...”, “é possível...”, “talvez...”, “provavelmente...”. Talvez eu seja historiadora demais para lidar com essas palavras, mas elas aparecem demais em um texto que se propõe a contar as histórias por trás das músicas da banda. “Penso que ela foi escrita em tal dia e tal hora” além de ser uma informação um tanto quanto irrelevante, não passa credibilidade nenhuma ao autor.

Acho que abordagem foi completamente errada. Ao pensar em um livro sobre cada música logo imaginei algo como cruzar informações de entrevistas - da época - com o contexto dos Beatles e do mundo ao seu redor para ver como a canção foi produzida. E aí poderíamos contar com relatos deles próprios, de George Martin, do Epstein, do Mal Evans e enfim, pessoas que realmente participaram dessas produções e que eram próximos deles. Ao final dessa análise o autor poderia adicionar trechos de entrevistas com o que foi dito posteriormente sobre as músicas, afinal de contas algumas coisas eles levaram anos pra explicar ou então mudaram as histórias inúmeras vezes. Isso era o que eu queria ler...

No entanto, foi bem chato ler coisas como “...a música trabalhava a falta de autoestima de John e possivelmente também o fato de ele se sentir preso em seu casamento” (p. 139). Ok, mas a SUA opinião realmente não interessa. Não há como alguém afirmar algo sobre o trabalho de uma pessoa como Turner faz neste livro. E “achismos” não são interessantes de ler. Muito menos opiniões de jornalistas ou ex-namoradas que no maior estilo Luana Piovani de ser afirmam que certas músicas foram escritas para eles. Enfim, ficaria realmente chato citar cada pedaço do texto que eu não gostei, mas resumidamente, é isso.

Outro aspecto que vale a pena mencionar é a devoção beatlemaníaca de Turner ao John e um certo desprezo por George, Paul e Ringo. As músicas escritas por John tem sempre um texto maior, falando sobre a genialidade de um astro do rock incompreendido, sufocando em seu casamento sem amor e inspirado pelas artes e o mundo ao seu redor. Paul é o autor das músicas mais sem talento, sempre plagiando ou se inspirando em letras e riffs de outros artistas (de novo, com informações baseadas em “achismos”) e só conseguindo completar suas canções após os toques geniais de Lennon. George então é retratado como um coitado. Suas músicas raramente merecem mais de um parágrafo de enrolação, onde o autor realmente não sabe sobre o que falar... E Ringo, bem, nada mais do que o palhaço da banda.

Não concordo com a visão de que Lennon é mais gênio que os outros três, e muito menos de que era uma espécie de líder. Acho essa coisa de vê-lo como salvador do mundo um verdadeiro saco. E ter que ler sobre isso foi realmente ruim, como se ele fosse o grande homem dos Beatles e os outros três apenas andassem com o fluxo. Bullshit.

O livro foi decepcionante em todos os aspectos, principalmente pra quem é fã da banda é já tem leituras prévias. O prefácio diz que este livro “(...) trata do ‘onde, como e porquê’ das composições e tenta rastrear o caminho da inspiração até a fonte” (p. 6). Bem... Tentar, neste caso, está bem longe de conseguir.

***
Parece uma opinião um tanto quanto exagerada. Acho que realmente é... Mas a minha vontade de ler este livro foi diretamente proporcional a minha decepção com o seu conteúdo. 

Próximo da lista? Can't buy me love: os Beatles, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

The End (Lennon/McCartney)



And in the end... the love you take is equal to the love you make.